2 de janeiro de 2012

FAÇA UMA AVALIAÇÃO DAS OBSERVÂNCIAS ANUAIS


Vivendo segundo a vontade de Deus, somos libertados da obrigação muitas vezes opressiva de celebrar as festividades religiosas do mundo. Por exemplo, a Bíblia não revela o dia exato do nascimento de Jesus. Alguns talvez se surpreendam, porque acham que Jesus nasceu no dia 25 de dezembro. Isso não é possível porque ele morreu na primavera do ano 33 EC, aos 33 anos e meio. Além disso, por ocasião de seu nascimento, “havia pastores que estavam passando a noite nos campos, tomando conta dos rebanhos”. (Lucas 2:8, A Bíblia na Linguagem de Hoje) Em Israel, faz frio e chove muito em fins de dezembro; é uma época em que as ovelhas passam a noite abrigadas para ficar protegidas do frio do inverno. Na verdade, o dia 25 de dezembro foi escolhido pelos romanos como o dia de aniversário do deus-sol. Séculos depois de Jesus vir à Terra, os cristãos apóstatas adotaram essa data para celebrar o nascimento de Cristo. Por causa disso, os genuínos cristãos não celebram o Natal nem outras festividades religiosas que se baseiam em crenças da religião falsa. Por darem a Jeová devoção exclusiva, eles também não observam festividades que idolatram pessoas pecadoras ou nações.

A Bíblia menciona especificamente apenas dois aniversários natalícios, ambos de homens que não serviam a Deus. (Gênesis 40:20-22; Mateus 14:6-11) Já que as Escrituras não revelam a data do nascimento de Jesus Cristo, que foi um homem perfeito, por que deveríamos dar atenção especial ao aniversário de pessoas imperfeitas? (Eclesiastes 7:1) É claro que os pais que querem fazer a vontade de Deus não esperam um dia especial para mostrar amor aos filhos. Uma mocinha cristã, de 13 anos, disse: “Minha família e eu nos divertimos muito. . . . Sou muito achegada a meus pais e quando os colegas me perguntam por que não comemoro feriados eu lhes digo que para mim todo dia é feriado.” Um rapaz cristão, de 17 anos, disse: “Quanto a dar presentes, na nossa casa, isso acontece o ano inteiro.” A felicidade é bem maior quando se dão presentes espontaneamente. 

Há alguma objeção a se participar de celebrações que porventura tenham raízes não-cristãs conquanto não se faça isso por razões religiosas?

Efé. 5:10, 11: “Persisti em certificar-vos do que é aceitável para o Senhor; e cessai de compartilhar com eles nas obras infrutíferas que pertencem à escuridão, mas, antes, até mesmo as repreendei.”

2 Cor. 6:14-18: “Que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? Além disso, que harmonia há entre Cristo e Belial? Ou que quinhão tem o fiel com o incrédulo? E que acordo tem o templo de Deus com os ídolos? . . . ‘“Portanto, saí do meio deles e separai-vos”, diz Jeová, “e cessai de tocar em coisa impura”’; ‘“e eu vos acolherei, . . . e vós sereis filhos e filhas para mim”, diz Jeová, o Todo-poderoso.’” (O genuíno amor por Jeová e o forte desejo de lhe agradar ajudarão a pessoa a livrar-se de práticas não-cristãs que talvez tenham atração emocional. A pessoa que conhece e ama realmente a Jeová não sente que, por evitar práticas que honram deuses falsos ou promovem a falsidade, esteja de alguma forma privando-se da felicidade. O amor genuíno faz com que se regozije, não com a injustiça, mas com a verdade. Veja 1 Coríntios 13:6.)

Compare com Êxodo 32:4-10. Note que os israelitas adotaram uma prática religiosa egípcia, mas lhe deram um novo nome: “uma festividade para Jeová”. Mas Jeová os puniu severamente por isso. Hoje nós vemos apenas as práticas do século 20 que estão associadas com feriados. Algumas talvez pareçam inofensivas. Mas Jeová viu de primeira mão as práticas religiosas pagãs das quais essas se originaram. Não deve ser o conceito dele o que importa para nós?


Para quem procura viver segundo a vontade de Deus, há um dia no ano a ser observado de maneira especial. É a Refeição Noturna do Senhor, muitas vezes chamada de Comemoração da morte de Cristo. Sobre ela, Jesus deu a seguinte ordem aos seus seguidores: “Persisti em fazer isso em memória de mim.” (Lucas 22:19, 20; 1 Coríntios 11:23-25) Ao instituir essa refeição na noite do dia 14 de nisã de 33 EC, Jesus usou pão não-fermentado e vinho tinto para representar seu corpo humano sem pecado e seu sangue perfeito. (Mateus 26:26-29) Os cristãos ungidos com o espírito santo de Deus tomam desses emblemas. Eles foram incluídos no novo pacto e no pacto para o Reino, e sua esperança é celestial. (Lucas 12:32; 22:20, 28-30; Romanos 8:16, 17; Revelação 14:1-5) No entanto, os benefícios se estendem a todos os presentes na noite que corresponde a 14 de nisã do antigo calendário judaico. Todos são lembrados do amor que Jeová Deus e Jesus Cristo demonstraram através do sacrifício resgatador, para a expiação dos pecados, que torna a vida eterna possível para quem obtém o favor de Deus. — Mateus 20:28; João 3:16.

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