17 de novembro de 2011

Contradições respondidas V

41 - Jesus foi pregado na cruz...
... na terceira hora (nove da manhã) como viu Marcos (Marcos 15:25)
ou foi pregado após a sexta hora (meio-dia), de acordo com João 19:14, 15?


Aparente Discrepância. Alguns têm apontado o que parece ser uma discrepância entre a declaração de Marcos 15:25, que diz que Jesus foi pregado na estaca na “terceira hora”, e a de João 19:14, que indica que foi “cerca da sexta hora” que acabou o julgamento final de Jesus perante Pilatos. João tinha acesso ao relato de Marcos, e ele certamente poderia ter repetido a hora indicada por Marcos. Portanto, João deve ter tido um motivo para declarar a hora de modo diferente de Marcos.
Qual é o motivo desta aparente discrepância? Fizeram-se uma variedade de sugestões. Nenhuma delas satisfaz todas as objeções. Simplesmente não temos informações suficientes para explicar com alguma certeza a razão desta diferença entre os relatos. Pode ser que a referência de Marcos, ou a de João, à hora era parentética, não em ordem cronológica. Qualquer que seja o caso, uma coisa é certa: Ambos os escritores foram inspirados por espírito santo.
Os Evangelhos sinópticos indicam claramente que, na sexta hora, ou ao meio-dia, Jesus já estava pendurado na estaca por tempo suficiente para os soldados lançarem sortes sobre a sua roupagem e os principais sacerdotes, os escribas, os soldados e outros transeuntes falarem dele de modo ultrajante. Indicam também que Jesus expirou por volta das 15 horas. (Mt 27:38-45; Mr 15:24-33; Lu 23:32-44) A coisa realmente importante é lembrar que Jesus morreu por nossos pecados em 14 de nisã de 33 EC.  Mt 27:46-50; Mr 15:34-37; Lu 23:44-46.


42 - O Messias, quando vier, anunciará paz 'as nações e será reconhecido Rei por todas elas (Zacarias 9:10).
Isso não aconteceu com Jesus, que, no início de sua pregação, conforme Mateus (Mateus 10:5), proibiu que as nações ouvissem sua mensagem, pois viera pregar somente 'a Casa de Israel (Mateus 15:24). Posteriormente mudou de idéia, visto que sua mensagem anti-Torá não "pegou" com os judeus mandou os discípulos pregarem 'as nações' (Mateus 28:19-20);


Esta profecia é uma das varias profecias com cumprimentos em partes, parte naquele tempo e parte no futuro proximo.


43 - Segundo vários textos, Jesus observava o Sábado (Shabat) (Lucas 4:16, 31,44)
... e também o apóstolo Paulo e seus companheiros de viagem também o faziam (Atos 16:13-15; 17:1, 2), mas o mesmo Paulo se postou contra a observância das santas Festividades Judaicas e do próprio Shabat (Colossenses 2:16), ainda que se dizendo imitador do Nazareno (1 Coríntios 11:1);


Guardou Jesus o sábado? Os líderes religiosos de seus dias acusaram Jesus neste sentido, mas o fato é que Jesus, como judeu nascido sob a Lei, realmente guardou o sábado. (Gál. 4:4) Guardou o sábado conforme a Palavra de Deus (e não os fariseus) mandava. Quando questionado, não argumentou que o sábado não se aplicava a ele, mas, antes, que era “lícito fazer uma coisa excelente no sábado”. (Mat. 12:12) No entanto, também disse que veio “cumprir” a Lei. (Mat. 5:17) Como foi que isto influiu em seus discípulos?
Depois da morte, da ressurreição e ascensão ao céu de Jesus, continuaram a guardar o sábado! Não. Mas, aproveitaram-se do costume local para pregar ao povo usualmente reunido no sábado. Assim, lemos que Paulo e seus companheiros entraram numa sinagoga no sábado. Por quê? Porque era quando o povo se reunia ali. (Atos 13:14-16) E foram seus ouvintes, acostumados a reunir-se no sábado, que pediram que lhes fosse concedido ouvir mais destas coisas no sábado seguinte. (Atos 13:42-44) Sempre que o sábado é mencionado no livro de Atos, o é em relação à adoração não-cristã, quer numa sinagoga quer em outro lugar de oração. — Atos 16:11-13; 17:1-3; 18:4.
Por outro lado, faz-se a menção de que, em certas ocasiões, os discípulos de Cristo se reuniram no primeiro dia da semana. (João 20:19, 26; Atos 20:7) Ao passo que isto não autoriza os cristãos a tornar sagrado o primeiro dia da semana, na falta de qualquer ordem específica nesse sentido nas Escrituras Gregas Cristãs, certamente subentende que os cristãos primitivos não mais se sentiam obrigados a guardar o sétimo dia como dia especial para adoração.


44 - Dizem que ele não contrariou a Torá.
Jesus disse: "E aquele que casar com a repudiada comete adultério" (Mateus 5:32).
Na verdade, uma repudiada poderá casar-se novamente; apenas se divorciar-se de novo, após o segundo casamento, ou ficar viúva, não poderá casar-se com o primeiro marido (Torá - Devarim 24:2-4)


Primeiro: ele explicou o porque dizendo: Ele lhes disse: “Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos fez a concessão de vos divorciardes de vossas esposas, mas este não foi o caso desde [o] princípio. 9 Eu vos digo que todo aquele que se divorciar de sua esposa, exceto em razão de fornicação, e se casar com outra, comete adultério.
Segundo: ele já estava preparando o povo para o reestabelecimento desse principio original.

45 - Jesus no tocante ao ensino do Juramento, afirmou:
"Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo Céu, por ser trono de Deus; nem pela Terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco em preto. Seja, porém, a tua palavra sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno" (Mateus 5:33-37).
A Torá, ao contrário, contém este mandamento: "Ao Eterno, teu D-us, temerás, a Ele servirás, e, pelo Seu nome, jurarás" (Torá - Devarim o 6:13; ver 10:20).


Considere seus votos passados e futuros
Segue-se também que devemos pensar seriamente antes de acrescentar quaisquer votos a nossa adoração. A pessoa não deve fazer votos só para se motivar a fazer ou a não fazer algo, como aumentar o tempo dedicado à adoração cristã ou refrear-se de comer demais. Jesus, porém, não objetou a todo juramento, como, por exemplo, quando exigido num tribunal. Mas ele pelo visto estabeleceu um limite com respeito a juramentos indiscriminados, pois acautelou: “[Foi dito] aos dos tempos antigos: ‘Não deves jurar sem cumprir, mas tens de pagar os teus votos a Jeová.’ No entanto, eu vos digo: Não jureis absolutamente.” (Mateus 5:33, 34) Por que ele adotou essa posição? Será que os votos se haviam tornado menos apropriados do que antes?
Os juramentos feitos pelos fiéis dos tempos antigos muitas vezes eram condicionais. Em oração solene, eles prometiam a Jeová: ‘Se me ajudares a superar esta crise, farei isto ou aquilo por ti.’ Mas Jesus disse: “Se pedirdes ao Pai qualquer coisa, ele vo-la dará em meu nome.” Longe de recomendar votos condicionais aos fiéis do seu tempo, Jesus lhes assegurou: “Até o momento não pedistes nem uma única coisa em meu nome. Pedi e recebereis.” — João 16:23, 24.
Essa confiança no nome, ou posição, de Jesus também deve consolar a quem quer que ainda se sinta culpado por não poder cumprir — embora se esforce — o que prometeu a Deus “irrefletidamente com os seus lábios”. (Levítico 5:4-6) Portanto, embora não tratemos levianamente votos já feitos, não apenas podemos agora orar no nome de Jesus, mas podemos rogar a Deus para que aplique o sacrifício resgatador de Jesus aos nossos pecados, e podemos suplicar perdão no nome de Jesus. Assim, podemos receber a “plena certeza da fé, tendo os nossos corações [purificados] duma consciência iníqua”. — Hebreus 10:21, 22.

46 - Jesus mandou um leproso oferecer o sacrifício prescrito por Deus, em razão do restabelecimento da doença (Mateus 8:4; Levítico 14:2-7, 20)
...depois mudou de idéia, dando uma extensão ao ensino ético dos profetas de Israel, postou-se contra os sacrifícios, dizendo que só a misericórdia bastaria aos pecadores, não o sacrifício (Mateus 9:13; ver Salmo 51:16-19 [51:18-21, texto hebraico])


Primeiro: Aqui ha um principio basico para Deus(Jeová)misericórdia é prefirivel a sacrificio Jesus estava encinando isso, agora com estas palavras não estava disendo que não importava o sacrificio pois ele ainda não tinha morrido e a lei mosaica ainda estava em vigor, mas estava pondo as coisas no seu devido lugar de prioridade.


47 - Quem era o Sumo Sacerdote, naquele tempo, perante quem Jesus compareceu?
Era Caifás (Mateus 26:57);
Era Anás (Atos 4:6; Lucas3:2)


Levado a Anás, daí a Caifás
JESUS, amarrado como criminoso comum, é conduzido a Anás, influente ex-sumo sacerdote. Anás era o sumo sacerdote quando Jesus, com apenas 12 anos, pasmou instrutores rabínicos no templo. Diversos dos filhos de Anás mais tarde serviram como sumo sacerdote, e, atualmente, Caifás, seu genro, ocupa essa posição.
Jesus provavelmente é conduzido primeiro à casa de Anás devido à preeminência de longa data desse principal sacerdote na vida religiosa judaica. Essa parada para ver Anás dá tempo para o Sumo Sacerdote Caifás reunir o Sinédrio, a suprema corte judaica de 71 membros, bem como para juntar testemunhas falsas.
Anás, um dos principais sacerdotes, interroga agora a Jesus sobre seus discípulos e sobre o seu ensino. Contudo, Jesus diz em resposta: “Falei ao mundo publicamente. Sempre ensinei numa sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem; e não falei nada em secreto. Por que me interrogas? Interroga os que ouviram o que lhes falei. Eis que estes sabem o que eu disse.”


48 - O julgamento de Jesus ocorreu perante o Sinédrio...
á noite, logo após sua prisão (Marcos 4:17, 43, 46, 53, 55, 72)
não, o julgamento ocorreu de manhã, perante o Sanhedrin (Lucas 22:66-71).
não, segundo João, não houve reunião do Sanhedrin, mas apenas Anás
interrogou Jesus e depois o enviou a Caifás (João 18:13, 19-24)


Marcos 14:53 Levaram então Jesus ao sumo sacerdote, e todos os principais sacerdotes, e os anciãos, e os escribas, reuniram-se.


Marcos 15:1 E logo ao amanhecer, os principais sacerdotes, com os anciãos e os escribas, sim, o Sinédrio inteiro, realizaram uma consulta, e amarraram Jesus e o levaram e entregaram a Pilatos


Lucas 22:54 Prenderam-no então, e o levaram e trouxeram à casa do sumo sacerdote


Lucas 22:66 Por fim, quando se tornou dia, ajuntou-se a assembléia dos anciãos do povo, tanto os principais sacerdotes como os escribas, e o arrastaram para a sua sala do Sinédrio, dizendo


João 18:13 e levaram-no primeiro a Anás; pois ele era sogro de Caifás, que era sumo sacerdote naquele ano

João 18:24 Anás mandou-o então amarrado a Caifás, o sumo sacerdote.


Todos os textos dizem a mesma coisa, só que o texto de João não deu tantos detalhes, mas também diz do encontro com Caifás. Ouve uma reunião à noite (reunião completamente contrária à lei) e uma de manhã (que tambem teve muitas coisas contrárias à lei mosaica)


(Sobre o assunto do julgamento completamente errado de Jesus vou postar mais adiante com mais detalhes)


49 - A Torá sustenta que o Criador "repousou" no sétimo dia da semana, o santo Shabat (Gênesis 2:1-3; Êxodo 20:8-11), que é o quarto mandamento instituído por Ele aos judeus.
...mas o Nazareno, dizendo-se Seu filho predileto - outro fato que contraria o judaísmo, pois na verdade somos TODOS filhos de D’us - disse que imitava ao Pai, que trabalhava no Shabat! (João 5:8, 9). O ponto em questão, aqui, a ser considerado, não é a obra beneficente que pode ser feita no santo dia, mas o dar-lhe uma conotação de criação durante o tempo dedicado 'a adoração do Criador'.


O texto em Gênesis 2:2, que diz que Deus repousou “de toda a sua obra”. Contrastando com isso há o comentário em João 5:17, onde Jesus diz que Deus “tem estado trabalhando até agora”. Mas, como mostra o contexto, o registro em Gênesis fala especificamente a respeito das obras de criação material de Deus, ao passo que Jesus se referia às obras de Deus concernentes à sua orientação divina e aos cuidados que presta à humanidade.


50 - Jesus declarou que os humanos cansados, que o buscassem, achariam alívio para suas almas, porque ele era manso e humilde de coração (Mateus 11:28,29).
No entanto, muitos o abandonaram, não suportando sua pregação confusa, ao induzir os violarem a Torá, além de fazê-las sentir-se inúteis (João 6:35-60; Lucas 16:8; 17:10).


Na verdade, Jesus usou linguagem figurativa, especialmente ao ensinar por meio de parábolas, ou ilustrações. Mas este método simplesmente o habilitava a selecionar os ouvintes. Aqueles que não estavam realmente interessados nos ensinamentos de Jesus simplesmente ouviam sua parábolas e iam embora, sem examinar mais a fundo o assunto. Aqueles que tinham sede de conhecimento permaneciam, para obter maiores explicações. Assim, o conhecimento estava ao alcance de todos os que sinceramente o buscavam. - Mateus 13:13, 34-36.

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