6 de dezembro de 2010

NATAL: é para o Cristão?

(Foto posta por mim, não pertence ao artigo)
O que você deve saber sobre o Natal

MILHÕES de pessoas ao redor do mundo se preparam para o Natal de 2010. Talvez você seja uma delas. Ou pode ser que não tenha o costume de celebrar essa data. Mas de qualquer forma, é quase impossível não ser de alguma maneira afetado, pois o Natal permeia o mundo do comércio e do entretenimento, mesmo em países não-cristãos.

O que você sabe sobre o Natal? Existe base bíblica para comemorar o nascimento de Cristo? Qual é a origem dessa celebração popular?

Celebração  proscrita

Se você fizer uma pesquisa sobre o assunto, descobrirá que o Natal não tem raízes no verdadeiro cristianismo. Isso é reconhecido por muitos eruditos da Bíblia de diversas denominações religiosas. Em 1647, o Parlamento inglês decretou que o Natal deveria ser um dia de penitência e, em 1652, o proscreveu de modo terminante. De 1644 a 1656, o Parlamento se reunia propositalmente no dia 25 de dezembro. Segundo a historiadora Penne L. Restad, "os ministros religiosos que pregassem sobre a Natividade se arriscavam a ser presos, e quem decorasse a igreja era multado. As lojas tinham de abrir no Natal como em qualquer outro dia". Por que essas medidas drásticas? Os reformadores puritanos acreditavam que a Igreja não devia criar tradições que não tivessem base nas Escrituras. Pregavam e distribuíam publicações que denunciavam as celebrações de Natal.

Medidas similares foram adotadas na América do Norte. Entre os anos 1659 e 1681, o Natal foi proscrito na Colônia da Baía de Massachusetts. Uma lei promulgada na época proibia toda e qualquer observância do Natal, e os violadores eram multados. Os puritanos da Nova Inglaterra não eram os únicos que não celebravam a data; alguns grupos das colônias médias adotavam a mesma postura. Os quacres da Pensilvânia eram tão radicais quanto os puritanos no seu conceito sobre a celebração. Certa fonte diz que "assim que os americanos conquistaram a independência, Elizabeth Drinker, que era quacre, classificou os habitantes da Filadélfia em três categorias: os quacres, ‘que consideram o [Natal] como qualquer outro dia’, os que o comemoravam por uma questão religiosa e os demais, que faziam do Natal ‘uma ocasião para farra e intemperança’".

Henry Ward Beecher, renomado pregador americano que foi criado numa família calvinista ortodoxa, só veio a conhecer o Natal com 30 anos. "O Natal nunca fez parte da minha vida", escreveu em 1874.

As primitivas igrejas batista e congregacionalista também não celebravam o nascimento de Cristo por entenderem que não havia base bíblica para isso. Certa fonte diz que a Igreja Batista de Newport (Rhode Island) só veio a celebrar o Natal em 25 de dezembro de 1772. Isso foi quase 130 anos depois da fundação da primeira igreja batista na Nova Inglaterra.

A origem do Natal

A New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) reconhece: "A data do nascimento do Cristo não é conhecida. Os Evangelhos não indicam nem o dia nem o mês . . . Segundo a hipótese sugerida por H. Usener . . . e aceita pela maioria dos peritos hoje em dia, designou-se ao nascimento de Cristo a data do solstício do inverno (25 de dezembro no calendário juliano, 6 de janeiro no egípcio) porque, nesse dia, à medida que o sol começava seu retorno aos céus setentrionais, os devotos pagãos de Mitra celebravam o dies natalis Solis Invicti (aniversário natalício do sol invencível). Em 25 de dez. de 274, Aureliano havia proclamado o deus-sol como o principal padroeiro do império e dedicou um templo a ele no Campo de Marte. O Natal surgiu numa época em que o culto ao sol era particularmente forte em Roma."
A Cyclopœdia de M’Clintock e Strong diz: "A observância do Natal não foi divinamente instituída, nem se origina do N[ovo] T[estamento]. O dia do nascimento de Cristo não pode ser determinado pelo N[ovo] T[estamento], nem, deveras, por qualquer outra fonte."

"Vão engano"

Em vista do que foi considerado, devem os verdadeiros cristãos participar das tradições do Natal? Agrada a Deus misturar Sua adoração com crenças e práticas dos que não o adoram? O apóstolo Paulo deu o seguinte aviso em Colossenses 2:8: "Acautelai-vos: talvez haja alguém que vos leve embora como presa sua, por intermédio de filosofia e de vão engano, segundo a tradição de homens, segundo as coisas elementares do mundo e não segundo Cristo."

Ele também escreveu: "Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos. Pois, que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? Além disso, que harmonia há entre Cristo e Belial [Satanás]? Ou que quinhão tem o fiel com o incrédulo?"2 Coríntios 6:14, 15, nota, NM com Referências.

Em vista das irrefutáveis evidências disponíveis, as Testemunhas de Jeová não participam das celebrações de Natal. Em harmonia com as Escrituras, esforçam-se a praticar "a forma de adoração que é pura e imaculada do ponto de vista de . . . Deus", por manter-se "sem mancha do mundo".  Tiago 1:27.  Fim do artigo.

Informações uteis:
“O Natal não se encontrava entre as primitivas festividades da Igreja. Irineu e Tertuliano omitem-no de suas listas de festas. . . . A primeira evidência da festa procede do Egito.” — The Catholic Encyclopedia (New York; 1908), Vol. III, p. 724.

“A observância do Natal não é de instituição divina, nem se origina do Novo Testamento. O dia do nascimento de Cristo não pode ser determinado do Novo Testamento, nem, de fato, de qualquer outra fonte. Os pais dos primeiros três séculos não falam de qualquer observância especial da natividade. . . . Mas, é historicamente certo que a própria festividade natalina ‘é de instituição comparativamente recente’.” — Cyclopœdia of Biblical, Theological and Ecclesiastical Literature (New York; 1882), de John M’Clintock e James Strong, Vol. II, p. 276.


“A primeira referência direta à observância [do Natal] pertence ao pontificado de Libério (352-366). Parece, nesta data, ter sido uma festividade bem conhecida em Roma. No Leste, sua introdução deu-se alguns anos depois. Crisóstomo, em 386, falou dela como sendo conhecida em Antioquia por menos de dez anos.” — History of the Christian Church (New York; 1894), de Henry C. Sheldon, Vol. I, págs. 489, 490.


“Pelo fim da Idade Média, a celebração da Véspera de Todos os Santos era parte estabelecida do calendário anual da Igreja Católica Romana. Todavia, depois da Reforma, os protestantes rejeitaram esta festa, junto com outras importantes, tais como o Natal e Easter [“Páscoa”].” 
— The Encyclopœdia Britannica, edição de 1959, Vol. 11, p. 107.


“Houve, dentro da Igreja, críticas à observância, baseadas na sua semelhança com ritos pagãos, de ela ser a adoração do sol . . . e, tão recentemente como em 1644, durante a ascendência puritana, o Parlamento inglês proibiu a observância da festividade.” — Funk & Wagnalls Standard Dictionary of Folklore, Mythology and Legend (New York; 1949), Vol. 1, p. 229.


“Os rebanhos tinham de passar a maior parte do ano ao ar livre: eram levados para fora na semana antes da Páscoa, e não voltavam senão em meados de novembro, nas primeiras chuvas de Hesvan. Passavam o inverno em abrigo, e somente disso já se pode ver que a data tradicional para o Natal, no inverno, é improvável quanto a ser a certa, visto que o Evangelho diz que os pastores estavam nos campos.” — Daily Life in the Time of Jesus (New York; 1962), de Henri Daniel-Rops, p. 264.
 
“No entanto, a bem conhecida festa de Natalis Invicti, celebrada em 25 de dezembro, pode reivindicar fortemente a responsabilidade pela nossa data de dezembro.”
— The Catholic Encyclopedia (New York; 1908), Vol. III, p. 727.


“Admite-se geralmente que a designação de 25 de dezembro para a festividade [do Natal] foi feita pela primeira vez em meados do quarto século. . . . Os motivos que levaram as igrejas ocidentais a fixar a festa da natividade em 25 de dezembro não estão bem claros. Alguns entre os católicos e muitos entre os protestantes acham que esse dia foi escolhido porque era o dia em que os romanos celebravam sua festa de natalis solis invicti, ou de o sol passar pelo solstício meridional e iniciar seu retorno ao norte . . . e porque o estabelecimento duma festividade cristã de vários dias, naquela época do ano, podia substituir as saturnais e outras festas corrompedoras dos pagãos. . . . A partir dos dias de Agostinho e de Crisóstomo, até os nossos próprios tempos, encontramos muitas pessoas devotas desaprovando a maneira pagã em que se celebrava a festividade e trabalhando para dar-lhe um caráter mais cristão. Os feriados do Natal — que, pela lei de Theodosius, o Gr., (imperador 383-395 E.C.), deviam abranger 14 dias, ou os sete dias antes do Natal e os sete dias depois dele — onde quer que fossem observados, têm tido tanta semelhança com as saturnais romanas, as sigilárias, etc., e com a festa de Juel dos antigos godos, que permitem que se presuma fortemente uma aliança infeliz entre eles, desde o início.” — Institutes of Ecclesiastical History, Ancient and Modern (New York; 1845), de John Von Mosheim (tradução ao inglês de James Murdock), Vol. I, págs. 279, 280, nota ao pé da página (12). 


“A maior parte dos costumes de Natal que agora prevalecem na Europa, ou registrados de tempos anteriores, não são costumes genuinamente cristãos, mas são costumes pagãos que foram absorvidos ou tolerados pela Igreja. . . . As saturnais, em Roma, forneceram o modelo para a maior parte dos costumes festivo da época do Natal. . . . O Natal herdou os folguedos, de modo geral, numa forma mais restrita (excessivos apenas no comer e beber): jogos, dar presentes (especialmente a crianças), abundância de doces, e, como elementos mais cerimoniosos, acender velas e tomar banho antes da festividade.” — Encyclopœdia of Religion and Ethics (Edinburgh; 1911), editada por James Hastings, Vol. III, págs. 608, 609.


Sábios, ou magos, dirigidos por uma estrela.


Aqueles magos eram realmente astrólogos procedentes do oriente. (Mat. 2:1, 2, NM; NE) Embora a astrologia seja popular entre muitos povos hoje em dia, ela é fortemente desaprovada pela Bíblia.  Será que Deus conduziria ao recém-nascido Jesus pessoas cujas práticas Ele condenava?
Mateus 2:1-16 mostra que a estrela guiou os astrólogos primeiro ao Rei Herodes e depois a Jesus, e que então Herodes procurou fazer com que Jesus fosse morto. Não há menção de que alguma outra pessoa, a não ser os astrólogos, visse a “estrela”. Depois de partirem, o anjo de Jeová avisou José para que fugisse para o Egito a fim de salvaguardar o menino. Era aquela “estrela” um sinal da parte de Deus ou de alguém que procurava mandar destruir o Filho de Deus?

Note que a narrativa bíblica não diz que encontraram o bebê Jesus numa manjedoura, conforme costumeiramente se representa nas criações artísticas do Natal. Quando os astrólogos chegaram, Jesus e seus pais moravam numa casa. Quanto à idade de Jesus nessa ocasião, seja lembrado que, à base daquilo que Herodes ficou sabendo dos astrólogos, decretou que fossem destruídos no distrito de Belém todos os meninos de dois anos ou menos de idade. — 
Mat. 2:1, 11, 16.




                                                   (Meus Textos Complementares)

Ecl. 7:1, 8 “Um nome é melhor do que bom óleo, e o dia da morte é melhor do que o dia em que se nasce. Melhor é o fim posterior dum assunto do que o seu princípio.


Mas algumas pessoas podem dizer : "Mas não inporta pois é feita para Jesus".
Será que é assim que Jesus pensa? Vejamos: Jesus pensa conforme seu pai e seu Deus Jeová.


 Então vejamos o que Jeová pensa sobre celebrações pagãs como sendo para ele.

Efé. 5:10, 11: “Persisti em certificar-vos do que é aceitável para o Senhor; e cessai de compartilhar com eles nas obras infrutíferas que pertencem à escuridão, mas, antes, até mesmo as repreendei.”


Êx 32:1-10. O versiculo 10 diz: "Portanto, deixa-me agora, para que a minha ira se acenda contra eles e eu os extermine, e faça eu de ti uma grande nação."


1 Reis 12:26-28,30. O versículo 30 diz: "E esta coisa veio a ser causa de pecado, e o povo começou a ir [apresentar-se] perante um até Dã."

Ilustração: Digamos que pessoas em grande número vão à casa de certo cavalheiro, dizendo que estão ali para celebrar o aniversário natalício dele. Ele não é a favor de celebrações de aniversários natalícios. Não gosta de ver pessoas comer demais ou embriagarem-se, nem empenharem-se em conduta desregrada. Mas algumas dessas pessoas fazem todas essas coisas, e trazem presentes para todos os que se acham ali, menos para ele! E, ainda por cima, escolhem como data para tal celebração o aniversário natalício de um inimigo desse homem. Como se sentirá tal homem? Gostaria você de ser partícipe disso? É exatamente isso que se faz nas celebrações do Natal.

Então sabendo qual o conceito de Jeová, Qual acha que é o conceito de Jesus?

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