3 de outubro de 2010

Contradições respondidas II

11- Jesus disse que veio abolir a Lei e os Profetas (Mateus 5:17-19)

... mas seu fiel discípulo Paulo, mesmo confessando que acreditava em tudo que estivesse de acordo com a Lei e os Profetas. (Atos 24:14), ensinou que Jesus aboliu a Lei, na sua morte (Efésios 2:15)


Não obrigatório para os cristãos
Jesus, que era judeu sob a Lei, observava o sábado assim como a palavra de Deus (não dos fariseus) mandava. Sabia que era lícito fazer coisas excelentes no sábado. (Mt 12:12) Todavia, as inspiradas escrituras cristãs declaram que "Cristo é o fim da Lei"(Rom 10:4), o que resulta em os cristãos estarem "exonerados da Lei" (Ro 7:6) Nem Jesus nem seus discípulos faziam uma distinção entre as leis chamadas morais e cerimoniais. Citavam outras partes da lei, bem como os Dez Mandamentos, e consideravam toda Lei de igual obrigação para os que estavam sob ela. (Mt 5:21-48; 22:37-40; Ro 13:8-10; Tg 2:10, 11) As Escrituras declaram especificamente que o sacrifício de Cristo "aboliu... a Lei de mandamentos, consistindo em decretos", e que Deus "apagou o documento manuscrito que era contra nós, que consistia em decretos... e Ele o tirou do caminho por pregá-lo na estaca de tortura." O que foi 'abolido', 'apagado' e tirado do caminho' era a inteira Lei mosaica. (Efésios 2:3-15; Col 2:13, 14) Por conseguinte, o inteiro sistema de sábados, quer dias, quer anos, junto com o restante da Lei mosaica, foi terminado pelo sacrifício de Jesus Cristo. Isto explica porque os cristãos podem considerar "um dia como todos outros", quer seja um sábado, quer qualquer outro dia, sem temer serem julgados por outrem. (Ro 14:4-6; Col 2:16) Paulo fez a seguinte declaração a respeito daqueles que escrupulosamente observavam dias, e meses, e épocas, e anos": "Temo por vós, que de algum modo eu tenha labutado em vão com respeito a vós." - Gal 4:10, 11


Depois da morte de Jesus, seus apóstolos nunca ordenaram a guarda do sábado. O sábado não foi incluido como requisito cristão em Atos 15:28, 29, nem mais tarde. Tampouco instituiram eles um novo sábado, ou "dia do Senhor". Embora Jesus fosse ressucitado num dia agora chamado domingo, em parte alguma indica a Bíblia que esse dia da sua ressureição devesse ser comemorado como um "nono" sábado, ou de outro modo. Alguns tem recorrido a 1 Coríntios 16:2 e Atos 20:7 como base para a observância do domingo como um sábado. No entanto, o primeiro texto apenas indica que Paulo instruiu os cristãos no sentido de que, no primeiro dia da semana, pusessem de lado certa quantia, nos seus lares, para os irmãos necessitados em Jerusalém. O dinheiro não devia ser entregue no seu lugar de reunião, mas devia ser guardado até a chegada de Paulo. Quanto ao último texto, era apenas lógico que Paulo se reunisse com os irmãos em Trôade no primeiro dia da semana, visto que partia logo no dia seguinte.


À base do precedente, torna-se evidente que a guarda literal de dias e anos sabáticos não era parte do cristianismo do primeiro século. Foi só em 321 EC que Constantino decretou que o domingo (em latim: dies Solis [dia do sol], antigo título associado com a astrologia e a adoração do sol, não Sabattum [sábado] ou dies Domini [dia do senhor]) fosse o dia de descanso de todos, exceto dos lavradores.


Entrada no descanso de Deus. Segundo Gênesis 2:2,3, depois do sexto dia ou período criativo, Deus "passou a repousar no sétimo dia", parando suas obras criativas com respeito à terra, conforme descritas no capítulo 1 de Gênesis.


O apóstolo Paulo mostra em Hebreus, capítulos 3 e 4, que os judeus, no ermo, deixaram de entrar no descanso, ou sábado, de Deus por sua desobediência e falta de fé. (He 3:18,19; Sal 95:7-11; Num 14:28-35) Aqueles que realmente entraram na Terra da Promessa, sob Josué, tiveram um descanso, mas não o pleno descanso a ser usufruído sob o Messias. Era apenas típico, uma sombra da realidade. (Jos 21:44; He 4:8; 10:1) No entanto, Paulo explica, "resta um descanso sabático para o povo de Deus". (He 4:9) Aqueles que são obedientes e exercem fé em Cristo usufruem assim "um descanso sabático" das suas "próprias obras", obras por meio das quais anteriormente procuravam mostrar-se justos. (Veja Ro 10:3) Paulo mostra assim que o sábado, ou descanso, de Deus ainda continuava nos seus dias e que os cristãos entravam nele, indicando que o dia de descanso de Deus é de milhares de anos.  - Heb 4:3,6,10


"Senhor do sábado". Enquanto na terra, Jesus Cristo chamou a si mesmo de "Senhor do sábado". (Mt 12:8)  O sábado literal, que se destinava a aliviar os israelitas de sua labuta, era "sombra das coisas vindouras", mas a realidade pertence ao Cristo. (Col 2:16,17) Relacionado com essas "coisas vindouras", há um sábado do qual Jesus há de ser o Senhor. Como Senhor dos senhores, Cristo governara toda a terra por mil anos. (Rev 19:6; 20:6) Durante seu ministério terrestre, Jesus realizou algumas das suas mais notáveis obras milagrosas no sábado. (Lu 13:10-13; Jo 5:5-9; 9:1-14) Evidentemente, isto mostra que o tipo de alívio ele trará ao soerguer a humanidade para a perfeição espiritual e física durante seu vindouro Governo Milenar, o qual será assim como um período de descanso sabático para a terra e a humanidade. - Re 21:1-4


12-Jesus foi crucificado no lugar chamado Gólgota, que seria uma...


...montanha árida (Mateus 27:33, 60; Lucas 23:33, 53)
...ou no local que havia um horto (João 19:17, 41)


Isso não vem ao caso já que foi dito que havia um orto, assim como um deserto não deixa de ser deserto por ter oasis.


13-Mateus (27:32), Marcos (15:21) e Lucas (23:26) atestam que Simão, de Cirene, levou a cruz para Jesus em boa parte do percurso:


..mas João não viu nada disso, afirma que Jesus, "ele mesmo" levou a cruz até o local da crucificação. (João 19:17)


João (19:17) disse: "Levando ele mesmo a estaca de tortura, [Jesus] saiu para o chamado Lugar da Caveira, que em hebraico é chamado Gólgota." No entanto, Mateus (27:32), Marcos (15:21) e Lucas (23:26) dizem que, 'saindo, obrigaram Simão de Cirene a prestar serviço por levar a estaca de tortura'. Jesus levou a sua estaca de tortura, conforme João declarou. No entanto, no seu relato condensado, João não acrescentou o ponto de que, mais tarde, Simão foi obrigado a prestar serviço por levar a estaca. Portanto, os relatos evangélicos harmonizam-se nesse respeito.


14-A profecia diz que o Messias reinará em Israel (Miquéias 5:2)


Jesus disse que seu reino não era deste mundo (João 18:36);


Gál 3:28,29 Não há nem judeu nem grego, não há nem escravo nem homem livre, não há nem macho nem fêmea; pois todos vois sois um só em união com Cristo Jesus. 29 Além disso, se pertenceis a Cristo, sois realmente descendente de Abraão, herdeiros com referência a uma promessa.


Romanos 9:6 No entanto, não é como se a palavra de Deus tivesse falhado. Porque nem todos os que [procedem] de Israel são realmente "Israel".


15-Jesus, não pode ser confirmado, em sua genealogia, como filho de um só ancestral, pois...


...enquanto Mateus (1:6,7) diz que ele é descendente de Salomão;
...Lucas (3:31-32) diz que é descendente de Natan, irmão de Salomão, ambos filhos de David.


A diferença entre quase todos os nomes na genealogia de Jesus registrada por Lucas em comparação com a registrada por Mateus é provavelmente resolvida pelo fato de que Lucas traçou a linhagem de Jesus através de Natã, filho de Davi, em vez de através de Salomão, conforme fez Mateus. (Lu 3:31; Mt 1:6,7) Lucas evidentemente, segue os antepassados de Maria, mostrando assim ter sido Jesus decendente natural de Davi, ao passo que Mateus mostra o direito legal de Jesus ao trono de Davi, por ele descender de Salomão através de José, que era legalmente o pai de Jesus. Tanto Mateus como Lucas indicam que José não era o pai verdadeiro de Jesus, mas apenas seu pai adotivo, que lhe concedeu o direito legal.


16-Nos dias de Jesus, o Povo de Israel estava dominado pelos romanos.


...contradizendo Jeremias 23:5-6:
"Aproximam-se os dias -diz o Eterno- quando escolherei, dentre os rebentos de David, um justo que governará como rei, que prosperará e saberá praticar a justiça e retidão na terra. Em seus dias Judá será redimida e Israel viverá com segurança....


Assim, ele não pode ser o Mashiach, Israel não poderia estar sob o jugo estrangeiro.


Gál 3:28, 29 Não há nem judeu nem grego, não há nem escravo nem homem livre, não há nem macho nem fêmea; pois todos vois sois um só em união com Cristo Jesus. 29 Além disso, se pertenceis a Cristo, sois realmente descendente de Abraão, herdeiros com referência a uma promessa.


Romanos 9:6 No entanto, não é como se a palavra de Deus tivesse falhado. Porque nem todos os que [procedem] de Israel são realmente "Israel".


17-Maria não é apresentada, nos evangelhos, como descendente de David...


...mas apenas José, que é chamado, textualmente, de "filho de Davi" (Mateus 1:20; Lucas 1:27; 2:4,5). Na verdade, Maria era partenta de Isabel, que foi chamada de "uma das filhas de Arão" (Lucas 1:5, 36) ou seja, Masria também era descendente de Levi, o que mostra que David não era ancestral de Jesus, situação que anula, para o Nazareno, qualquer perspectiva messiância, caso fosse buscada pela via materna. Como sabido, a dinastia davídica se concretiza apenas pela linhagem paterna (2 Samuel 7:11-29; Salmo 89:35-37; Jeremias 23:5 etc), e os evangelhos, por sua vez, mostram que Jesus não era filho biológico de José (Lucas 3:23; Mateus 1:18-25) e sim fruto da relação de um anjo e Maria.

A resposta desta está na resposta da pergunta 15.

18-Jesus disse que os gentios seriam seus assasinos (Lucas 18:31-33)

...depois, diz que seriam os próprios judeus que o matariam (Lucas 20:13,14). Mas quem fez foi os romanos.

Nem precisa de pesquisa, pela lógica da resposta de baixo já dá pra entender.

19-João escreveu que os soldados romanos pregaram Jesus na cruz e o mataram (João 19:23)

... mas Pedro disse que foram os Judeus que pregaram Jesus na cruz e o mataram (Atos 2:23; 5:30)

Vejamos se contradiz

Atos 2:23 "Homens de Israel, ouvi estas palavras: Jesus, o nazareno, homem publicamente mostrado a vós por Deus, por intermédio de poderosas obras, e portentos, e sinais, que Deus fez por intermédio dele no vosso meio, conforme vós mesmo sabeis, 23 a este [homem], como alguém entregue pelo conselho resolvido e [pela] prêsciência de Deus, vós fixastes numa estaca pela mão de homens contrários à lei e [o] eliminaste.

20-Paulo ensinou que a ressureição de Jesus é a base da salvação (1 Coríntios 15:12-19)

...mas, discordando, antes, Jesus ensinou que a ressureição não é a base para a salvação, mas, sim, a obediência a Moisés e aos Profetas de Israel (Lucas 16:27-31)

Sim, pois a lei era um tutor (Gr.: paí-da-go-gós) conduzindo à Cristo e uma representação das coisas vindouras. (Galátas 3:24; Hebreus 10:1; Jeremias 31:31-33)


E os profetas mostravam a vontade de Jeová e alguns predisseram o Messias.


Desculpem a demora, mas quem redige para mim textos longos é minha mulher e aqui não está dando para colar do que já tenho pronto no coputador e ela só teve ânimo para redigir aos poucos. Agora está aí. Espero que sejam de proveito para um maior entendimento das Escrituras Sagradas.

Salam

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