13 de setembro de 2010

Defesa de Paulo, ao post de meu amigo Omar.


Esta é uma defesa do Apóstolo Paulo e das Escrituras Sagradas em resposta ao meu amado amigo Omar com todo respeito e carinho.
As teses dele estão em: preto
As minhas respostas estão em: cores
“Estando ele em viagem e aproximando-se de Damasco, subitamente uma luz vinda do céu o envolveu de claridade. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: ‘Saul, Saul, porque me persegues?’ Ele perguntou: ‘Quem és Senhor?[2]’ E a resposta: ‘Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te, entra na cidade, e te dirão o que deves fazer’. Os homens que com ele viajavam detiveram-se, emudecidos de espanto, ouvindo a voz mas não vendo ninguém. Saulo ergueu-se do chão. Mas embora tivesse os olhos abertos, não via nada. Conduzindo-o, então, pela mão, fizeram-no entrar em Damasco. Esteve três dias sem ver, e nada comeu nem bebeu”. (At.9:6-9).

Veja no entanto o relato a seguir sobre o mesmo fato histórico:
“Os que estavam comigo viram a luz, mas não escutaram a voz de quem falava comigo”. (At.22:9).


Se formos coerentes será evidente que ou eles ouviam e não viam, ou viam e não viam. Reações contrárias das mesmas pessoas no mesmo fato são impossíveis.
Quando Saulo de Tarso foi cegado por uma luz sobrenatural, será que os homens que o acompanhavam ouviram a voz que ele ouviu?

Um exemplo em que o ouvir literal de um som e o ouvir com entendimento se contrastam, encontra-se no relato da conversão de Saulo de Tarso e na própria narrativa que mais tarde ele fez a respeito. (At 9:3-8; 22:6-11) O relato em Atos 9:7 diz que os homens que acompanhavam Saulo ‘ouviram a voz’ (ALA), ou “o som duma voz”. (NM) Todavia, conforme registrado em Atos 22:9, Paulo (Saulo) diz que os homens que o acompanhavam não ouviram a voz. Quando se entende corretamente o que se diz nos dois versículos , não há contradição. A palavra grega para “voz” (fo·né) em Atos 9:7 é o caso genitivo (fo·nés) que tem, neste versículo, o sentido de apenas ouvir o que soa como uma voz — ouvir o som, mas não entender o significado. Em Atos 22:9 fo·né está no acusativo (fo·nén): os homens “não ouviram a voz” — eles ouviram o som de uma voz mas não distinguiram as palavras, o significado; eles não entenderam o que Jesus disse a Saulo, como Saulo entendeu. (At 9:4) Saber desse uso que a Bíblia faz da idéia de ‘ouvir’ em ambos os sentidos ajuda a esclarecer o que poderia parecer discrepância.

Notemos também que a humildade sempre foi a marca registrada do Profeta Jesus (A.A.S.) e de seus discípulos. Porém vejamos que esta era uma virtude com a qual Paulo não se familiarizava, pois se sentia superior inclusive aos verdadeiros apóstolos a quem o Messias tinha escolhido:
“E por parte dos que eram tidos por notáveis – o que na realidade eles fossem não me interessa; Deus não faz acepção de pessoas – de qualquer forma, os notáveis nada me acrescentaram[3]. Pelo contrário, vendo que a mim fora confiado o evangelho dos incircuncisos como a Pedro o dos circuncisos[4] – pois aquele que operava e, Pedro para a missão dos circuncisos operou também em mimem favor dos gentios – e conhecendo a graça em mim concedida, Tiago, Cefas e João, os notáveis tidos como colunas, estenderam-nos a mão, a mim e a Barnabé, em sinal de comunhão: nós pregaríamos aos gentios e eles aos da Circuncisão. Nós só nos devíamos lembrar dos pobres, o que, aliás, tenho procurado fazer com solicitude”. (Gl.2:6-9).

Ele só estava sendo sincero  e de acordo com a escritura.


Pois vemos uns versículos antes que ele não esta falando dos apóstolos, mas de alguns irmãos partidários da circuncisão.

Daí, quatorze anos depois, subi novamente a Jerusalém, com Barnabé, tomando também comigo a Tito. 2 Mas, subi em resultado duma revelação. E eu lhes expus as boas novas que estou pregando entre as nações, em particular, porém, perante os que eram homens de destaque, com receio de que de algum modo eu estivesse correndo ou tivesse corrido em vão. 3 Não obstante, nem mesmo Tito, que estava comigo, foi compelido a ser circuncidado, embora fosse grego. 4 Mas, por causa dos falsos irmãos, introduzidos quietamente, que entraram furtivamente para espreitar a nossa liberdade, que temos em união com Cristo Jesus, a fim de que nos escravizassem completamente — 5 a estes não cedemos no sentido de nos submetermos, não, nem por uma hora, para que a verdade das boas novas continuasse convosco.

6 Mas, da parte dos que pareciam ser alguma coisa — que sorte de homens eles eram anteriormente não faz diferença para mim — Deus não vai pela aparência externa dum homem — a mim, de fato, estes homens de destaque não transmitiram nada de novo. 7 Mas, ao contrário, quando viram que eu tinha sido incumbido das boas novas para com os incircuncisos, assim como Pedro [tinha sido] para com os circuncisos- 8 pois, Aquele que deu a Pedro os poderes necessários a um apostolado para com os circuncisos, deu também a mim poderes para com os que são das nações; 9 sim, quando ficaram sabendo da benignidade imerecida que me tinha sido concedida, Tiago, e Cefas, e João, os que pareciam ser colunas, deram a mim e a Barnabé a mão direita da parceria, para que fôssemos às nações, mas eles aos circuncisos. Gálatas 2:1-9.

E quanto a ele diser que ele não é diferente dos outros está respaldado no resto das escrituras sagradas.(Mateus 20:26)
Todos verdadeiros Cristãos são irmãos, ninguem é maior do que ninguem, Paulo nunca desfez de seus irmãos, mas quanto a circuncisão, Paulo defendeu a vontade de Deus espressa no derramamento do espirito santo sobre os ciruncisos e incircuncios. Atos 2:4


Note que a prepotência de Paulo em relação aos verdadeiros apóstolos de Jesus (A.A.S.) vai ainda mais longe:


“Todavia, julgo não ser inferior, em coisa alguma, a esses ‘eminentes apóstolos’! Ainda que seja imperito no falar, não o sou no saber. Em tudo e de todos os modos, vo-lo mostramos”. (2Cor.11:5-6).


Quanto ao valor das escrituras, Paulo diz:


“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar nas justiça,a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para toda boa obra”. (2Tm.3:16-17).


Mas Paulo os escritos de Paulo não eram inspirados por Deus, mas por ele próprio, ou melhor dizendo, pelo seu próprio ego:


“Aos outros digo eu, não o Senhor...” (1Cor.7:12).


Ou seja o ensinamento dado aqui por Paulo, não tinha o aval de Deus, mas provinha do próprio pseudo-apóstolo.

A evidência indica, contudo, que os homens usados por Deus para registrar as Escrituras não eram meros autômatos, que simplesmente registrassem a matéria que lhes fosse ditada. Lemos, a respeito do apóstolo João, que a Revelação (Apocalipse) ‘por Deus soprada’ foi-lhe apresentada, mediante o anjo de Deus, “em sinais”, e que João então “deu testemunho da palavra dada por Deus e do testemunho dado por Jesus Cristo, sim, de todas as coisas que viu”. (Re 1:1, 2) Foi “por inspiração [literalmente: “no espírito”]” que João ‘veio a estar no dia do Senhor’ e lhe foi dito: “O que vês, escreve num rolo.” (Re 1:10, 11) Assim, Deus, pelo que parece, achou bom permitir que os escritores da Bíblia usassem suas faculdades mentais para escolher palavras e expressões para descrever as visões que tiveram (Hab 2:2), ao passo que sempre exercia suficiente controle e orientação sobre eles, de modo que o produto final não só fosse exato e verdadeiro, mas também se adequasse ao propósito de Jeová. (Pr 30:5, 6) Que estava envolvido o esforço pessoal por parte do escritor é demonstrado pela declaração de Eclesiastes 12:9, 10, havendo ponderação, investigação e disposição em ordem, a fim de apresentar devidamente “palavras deleitosas e a escrita de palavras corretas de verdade”. — Compare isso com Lu 1:1-4.


Paulo afirma que basta apenas crer em Jesus para ser salvo, afirmando que nada precisa ser feito de concreto, bastando apenas à fé. Acompanhe:


“Sabendo, entretanto, que o homem não se justifica pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei, porque pelas obras da Lei ninguém será justificado[5]”. (Gl.2:16). A lei que é citada aqui é a lei mosaica a qual foi abolida.


Veja, porém que Paulo se contradiz mais uma vez:


“Porque não são os que ouvem a lei que são justos perante Deus, mas os que cumprem a Lei é que serão justificados”. (Rm.2:13). Texto fora de contexto, aqui ele fala da lei de Deus. Leia desde o versículo 1 em diante, e entenderão.


Ora, comparando-se as duas passagens acima, seremos justificados pela fé e não pela lei, ou pela lei e não pela fé? Continuemos seguindo o raciocínio de Paulo:


“Pela graça fostes salvos, por meio da fé, e isso não vem de vós, é o dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se encha de orgulho”. (Ef.2:8).


No entanto Tiago que era sim apóstolo de Jesus (A.A.S.) e viveu diretamente com ele e foi testemunha de tudo que o Messias ensinou, aprendendo diretamente do Mensageiro de Deus (Jesus) (A.A.S.), disse:


“Meus irmãos, se alguém disser que tem fé, mas não tem obras, que lhe aproveitará isso? Acaso a fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã não tiverem o que vestir e lhe faltar o necessário para a sua manutenção, que proveito haverá nisso? Assim também a fé se não tiver obras, está completamente morta”. (Tg.2:14-17).

Por mais que um humano tenha obra ou fé ou qualquer outra coisa, não temos perfeição, por isso a salvaçao não vem por nossos meritos, mas pela benigidade de Deus Por meio de Cristo Jesus nosso senhor.

(Correção este Tiago não é o apostolo e sim discípulo e meio irmão de Jesus, Tiago o apóstolo evidentemente morreu em 44 EC. Herodes Agripa I mandou executá-lo pela espada. Ele foi o primeiro dos 12 apóstolos a morrer martirizado. — At 12:1-3.)

Os complexos ensinamentos de Paulo de Tarso estavam diametralmente opostos à simplicidade a que Jesus (A.A.S.) exortou. Tanto é assim que o próprio Pedro, discípulo direto do Messias chegou a ponto de afirmar que seus ensinamentos eram difíceis de serem entendidos até mesmo para ele. Veja:


“Considerai a longanimidade de nosso Senhor como a nossa salvação, conforme também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada. Isto mesmo faz ele em todas as cartas, ao falar nelas desse tema. É verdade que em suas cartas se encontram alguns pontos difíceis de entender, que os ignorantes e vacilantes torcem, como fazem com as demais Escrituras, para a própria perdição”. (2Pd.3:15-16).

Vamos destrinchar o versiculo para ver o engano de meu querido amigo .

“Considerai a longanimidade de nosso Senhor como a nossa salvação, conforme também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu (veja aqui a consideração e reconhecimnto que Paulo tinha dos apóstolos mais antigos), segundo a sabedoria que lhe foi dada (reconhecimento de sua sabedoria). Isto mesmo faz ele em todas as cartas, ao falar nelas desse tema (vemos aqui que o apóstolo Pedro estava à par do conteúdo de suas carta). É verdade que em suas cartas se encontram alguns pontos difíceis de entender, que os ignorantes e vacilantes torcem, como fazem com as demais Escrituras, para a própria perdição(vemos aqui pelas palavras de Pedro que quem não entendia as coisas que Paulo falava não era ele mas os ignorantes e vacilantes que torcem, como fazem com as demais Escrituras, para a própria perdição”. (2Pd.3:15-16). A idoneidade de Paulo e sua honra não foi manchada aqui por Pedro e sim foi mostrada veraz.


Paulo como sempre com suas complexas teorias tentou também abordar o assunto do véu, porém se perdeu dentro de seus próprios sofismas quando disse:
“Toda mulher que ore ou profetize com a cabeça descoberta, desonra a sua cabeça; é o mesmo que ter a cabeça raspada. Se a mulher não se cobre, mande cortar os cabelos! Mas, se é vergonhoso para a mulher ter os cabelos cortados ou raspados, cubra a cabeça! (...)


É por isso que a mulher deve disciplinar seu cabelo, por causa dos anjos. (...).


Julgai por vós mesmos: será conveniente que a mulher ore a Deus sem estar coberta de véu? A natureza mesma não vos ensina que é desonroso para o homem trazer cabelos compridos, ao passo que, para a mulher, é glória ter longa cabeleira, porque a cabeleira lhe foi dada como véu?“. (1Cor.11:5-6,10,12-15).
Ora, de acordo com Paulo, como a mulher deve se portar em relação ao uso do véu? Primeiro ele alega que a mulher deve cobrir a sua cabeça com véu, pois senão está desonrada, porque seria o mesmo que ter a cabeça raspada. Logo depois, o mesmo nem termina sua linha de pensamento e diz que se a mulher não utiliza o véu deve cortar ou raspar os cabelos. Porém para uma mulher é vergonhoso e desonroso ter os cabelos desse modo, sendo indicado o uso do véu. Todavia em sua conclusão o mesmo dá uma resposta que contradiz tudo o que havia dito anteriormente, que a glória da mulher é ter longa cabeleira, pois esta foi dada por véu. Ora, se é assim, para que a necessidade do véu que ele frisou tanto antes?
Note que por ultimo ele não admite sequer contestação para explicar sua intrincada teoria, pois diz:
“Se, no entanto, alguém quiser contestar, não temos este costume, nem tampouco as Igrejas de Deus”. (1Cor.11:16).

Meu amigo, texto fora de contexto não serve tanto para Biblia como para o Alcorão.



O contexto mostra que havia divisão na congregação e ele estava alertando sobre isso.


Por ultimo vejamos que a revelação que Deus fazia a Paulo contradizia-se inclusive sobre o mesmo fato histórico que havia sido revelado ao Profeta Moisés (A.A.S.):


“E morreram dentre eles 24.000, devido à praga”. (Nm.25:9)


Paulo, porém disse:


“Nem nos entreguemos à fornicação, como alguns deles se entregaram, de modo a perecerem num só dia 23.000”. (1Cor.10:8).

Números 25:9 declara: “Os que morreram do flagelo [da parte de Deus, por causa da conduta iníqua deles] somaram vinte e quatro mil.” No entanto, o apóstolo Paulo disse: “Nem pratiquemos a fornicação, assim como alguns deles [dos israelitas no ermo] cometeram fornicação, só para caírem, vinte e três mil deles, num só dia.” (1 Coríntios 10:8) O número dos mortos talvez fosse entre 23.000 e 24.000, de modo que qualquer destas cifras seria satisfatória. No entanto, o livro de Números indica especialmente que “todos os cabeças do povo” envolvidos neste pecado foram mortos por juízes. (Números 25:4, 5) Pode ter havido 1.000 destes “cabeças” culpados, perfazendo o total de 24.000, quando acrescentados aos 23.000 mencionados por Paulo. Ao passo que aparentemente 23.000 foram vítimas diretas do flagelo da parte de Deus, todos os 24.000 sofreram o flagelo de Jeová porque cada um deles morreu sob o Seu decreto de julgamento adverso. — Deuteronômio 4:3.


Bem depois de expostos todos os fatos fica o questionamento sobre se Paulo de Tarso é idôneo o suficiente para se autoproclamar apóstolo de Jesus (A.A.S.). ele que deturpou assustadoramente os ensinamentos do Profeta ao qual ele dizia seguir.

Reflita por si mesmo, não seja levado por especulações de líderes religiosos, use o seu discernimento. É um direito inalienável seu, pois afinal como disse Jesus (A.A.S.): “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (Jo.8:32).

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (Jo.8:32).

Para acreditarmos que o Apóstolo Paulo era falso teríamos que dizer que ele conseguiu enganar os discípulos, outros apóstolos inspirados e a Jeová Deus. “Secou-se a erva verde, murchou a flor; mas, quanto à palavra de nosso Deus, ela durará por tempo indefinido”, diz Isaías 40:8. (Veja também 1 Pedro 1:24, 25.) Similarmente, o Alcorão diz: “Inalteráveis são as palavras de Deus.” (O Gado [6]:34)


Romanos 3:3,4 Qual [é o caso], então? Se alguns não expressaram fé, porventura fará a sua falta de fé que a fidelidade de Deus seja sem efeito? Que isso nunca aconteça! Mas, seja Deus achado verdadeiro, embora todo homem seja achado mentiroso, assim como está escrito: “Que sejas mostrado justo nas tuas palavras e venças quando estiveres sendo julgado

Não nego a boa intenção de meu amigo, Omar.
Acrescimo......http://all-maktub.blogspot.com.br/2010/09/paulo-era-judeu-fariseu-formado-aos-pes.html
Salam

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